11 de maio de 2021

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Recorde de Vendas e Queda de Produção

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgou hoje (07), o desempenho da indústria automotiva, no Brasil, durante o mês de dezembro e o acumulado de 2012.  Apesar do recorde obtido nas vendas no ano de 2012, como já havia sido anunciado na semana passada pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores),a produção de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus ) encerrou o ano com queda de 1,9%. Foram produzidos no ano passado 3.342.617 unidades, contra 3.407.861 unidades.  “A queda na produção foi resultado das dificuldades enfrentadas ao longo de 2012 pelos setores de caminhões, ônibus e das exportações que caíram no ano passado”, explicou o vice-presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabuiku Junior.

Embora tenha ocorrido queda na produção, a Anfavea comemorou o crescimento dos licenciamentos de veículos em 4,6% 2012, onde foram emplacados 3.802.071 unidades no ano passado, contra 3.633.248 em 2011.

“Começamos 2012 com um crescimento de 9,6%, em maio caímos para 4,8% e fechamos 2012 crescemos 4,6%. Este resultado é o reflexo das medidas adotas pelo governo que foram fundamentais para este crescimento. A atenção do governo ao setor representou cerca de 400 mil unidades adicionais vendidas”, declarou o vice-presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabuiku Junior.

No acumulado do ano, a produção de automóveis e comerciais somou 3.172.953 unidades, um aumento de 1,2% ao comparar com o volume registrado em 2011 (3.407.861 unidades).

Já o segmento de caminhões teve queda de 40,5% sobre o ano anterior, de 223.388 para 132.820 unidades. No caso dos ônibus, a produção ficou em 36.844 unidades, volume 25,4% menor do que em 2011, com 49.373 unidades.

Exportações
As exportações em valores acumularam no ano passado US$ 11,81 bilhões em veículos e US$ 2,91 bilhões em máquinas agrícolas, contra US$ 12,97 bilhões e US$ 3,26 bilhões em 2011, respectivamente. As reduções foram de 9% e 10,6%, consequência, segundo a Anfavea, da falta de competitividade dos produtos brasileiros e da crise econômica que ainda afeta os mercados europeus. “Não conseguimos efetivar a nossa expectativa de aumento dos preços dos produtos. Vamos manter esse patamar de exportação em dólar para 2013“, comentou Moan, sobre a queda.

Por unidades, o total de veículos exportados foi de 442.075 em 2012, queda de 30,1% sobre 2011, com 553.334 unidades. Ao isolar dezembro, as exportações em valores sofreram queda de 8,3% na comparação com novembro. Foi US$ 1,1 bilhão, contra US$ 1,2 bilhão, na soma de veículos com máquinas agrícolas. No entanto, ao comparar com dezembro de 2011 (US$ 1,35 bilhão), a queda é de 18,4%.

Desempenho do Setor em Dezembro:
Foram produzidos em dezembro 259.364 unidades, 14% menor do que no mês novembro, com 301.679 veículos, e 0,1% menor em relação a dezembro de 2011, com 259.023 unidades. “Esta queda nas produções em dezembro é natural pela época do ano, por causa das férias coletivas e manutenção das linhas, além do ajuste de estoque, já que, em janeiro, as vendas são tradicionalmente menores, por conta das férias e da espera do consumidor pelos modelos já fabricados no novo ano”, explicou Moan.

Projeções para 2013:

Durante a coletiva de imprensa, a entidade reforçou as projeções para este ano já anunciadas em dezembro/2012 aos profissionais. Segundo a Anfavea, a indústria automobilística nacional terá crescimento entre 3,5% e 4,5% nas vendas de veículos, entre 3,94 milhões e 3,98 milhões de unidades.

Para as exportações, são estimadas queda de 4,6%, o equivalente 415 mil unidades a menos que o ano de 2012. Em valores, as vendas externas devem continuar as mesmas, no patamar de US$ 14,9 bilhões.

Já a produção deve se recuperar e crescer 4,5% correspondente a 3,51 milhões de unidades. “Acreditamos que o ano de 2013 será um ano bastante positivo ao setor”.

IPI
Sobre a volta gradual do IPI anunciada na 2º quinzena de dezembro, Moan falou em nome da Anfavea que a entidade considerou boa a iniciativa do governo. “Achamos essa maneira (volta gradual do IPI), excelente para o mercado dar continuidade do crescimento”, concluiu.

Fonte: Fenabrave.